quinta-feira, 29 de julho de 2010

Parte 1 - Introdução

Olá, pessoal!

Hoje começo minha coluna sobre Tecnologia, aqui no Projeto Escola de Rock. Nela, abordarei os principais efeitos usados por guitarristas, os pedais, como usar e seu funcionamento. Mas, antes de tudo, precisamos fazer um breve resumo sobre como funciona o som que escutamos, para só depois entender como ele é modificado.

Começando do início: um som nada mais é do que a vibração do ar gerada por alguma coisa, seja uma corda, um pedaço de metal, um elástico, etc., que chega aos nossos ouvidos. Dependendo da frequência dessa vibração, ou seja, quantas vezes esse objeto vibra em um segundo, os sons são mais graves ou agudos. Para alguns determinados sons, de diferentes frequências, foram dados nomes específicos que nada mais são do que as sete notas musicais:

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI

A estas notas, damos o nome de Notas Naturais, que correspondem às teclas brancas de um piano:

clip_image002

Contudo, esses sete nomes não englobam todos os sons que utilizamos na música ocidental (a música que estamos mais acostumados a ouvir). Existem, afinal de contas, sons entre essas notas. A esses sons damos o nome de acidentes (as teclas pretas do piano).

clip_image002[9]

 

Dessa forma, obtemos mais 5 sons, situados entre as 7 notas que já conhecíamos, com um total de 12 notas, que formarão todas as músicas que iremos tocar. Como podemos observar no teclado, algumas notas compartilham o mesmo nome. A essas notas, damos o nome de enarmônicas. Juntando tudo, temos:

 

clip_image002[11]

Ok, ok, mas até aqui falamos somente de teoria musical. Agora, vamos ao que realmente nos interessa nesse momento: como funcionam essas frequências.

Falamos acima que o som é o movimento do ar, a partir da vibração de algum objeto. Assim, vamos imaginar a corda de uma guitarra ao ser tocada com a palheta. Ela irá vibrar, para cima e para baixo, numa determinada velocidade. Essa velocidade será a frequência da nota que está sendo tocada, e será medida com base em quantas vezes a corda vibra em 1 segundo. A medida usada para registrar essa frequência será o Hertz, ou Hz. Então, uma corda vibrando 440 vezes em 1 segundo estará soando uma frequência de 440 Hz. Ainda, essa frequência específica será sempre o Lá3 – usado comumente para afinar instrumentos em geral.

É interessante observar que ao dobrarmos a frequência da vibração de algo que vibra 440 vezes por segundo para 880 vezes por segundo, nós obteremos a mesma nota, com a única diferença de ela estar mais aguda ou, como chamaremos daqui em diante, uma oitava acima. Da mesma forma, se dividirmos ela por 2 (indo de 440Hz pra 220Hz), descemos uma oitava.

De qualquer forma, quando geramos um som, essa frequência gera uma onda específica, que pode ser registrada em imagem através de ondas, que são representações diretas do que está acontecendo com o som:

 

clip_image002[13]

Nessa onda, quando mais demorada ela for, mais grave será o som. Quanto mais rápida, mais agudo. Ainda, quanto mais alta, maior será o seu volume, e quanto mais baixa, menor. Contudo, a onda nunca será perfeitinha como a representada acima. Dependendo das características do instrumento que gera o som, essa onda sofrerá algumas modificações em seu formato. É isso que gera as diferenças de timbres entre os diversos instrumentos. Por exemplo, as ondas abaixo são gravações de um violão, uma Epiphone Explorer, e uma guitarra Jackson, respectivamente, soando a quarta corda, afinados da mesma forma:

3Ré

Perceba que, apesar de estarem soando a mesma nota e, portanto, a mesma frequência, as três ondas tem desenhos diferentes. É isso que causa a diferença de som entre uma guitarra e um violão, e mesmo entre duas guitarras!

E é partindo desse princípio que a maioria dos efeitos são feitos. Mexendo no formato das ondas, modificamos o som da guitarra, conseguindo sons diferentes. Mas isso são cenas dos próximos capítulos. Na próxima coluna, falaremos sobre o efeito que é o carro chefe de 11 em cada 10 guitarristas: a distorção.

Até lá!

Nenhum comentário:

Postar um comentário